sexta-feira, 6 de julho de 2018

Anatomia e Função da Pele

A pele
  • Órgão mais extenso e visível do organismo.
  • Constitui uma barreira anatômica e fisiológica entre o próprio animal e o meio que envolve.
  • É importante para sobrevivência, oferecendo proteção contra perigos físicos, químicos e microbiológicos.
  A descrição anatômica e histológica das diversas estruturas cutâneas, permite compreender melhor todas as suas funções.

  A pele é um espelho que reflete o estado de saúde do organismo e o bom funcionamento deste. 

   A constituição da pele pode variar entre espécies, raças e indivíduos em relação à espessura da epiderme e derme, assim como a localização dos folículos pilosos e glândulas anexas. 


   ➽ Estruturas anexas da pele: glândulas, pelos e unhas.


   ➽ Funções da Pele

 Exerce numerosas funções: 
  •    Barreira protetora entre o meio interno e externo, impedindo perda de água, eletrólitos e macromoléculas; 
  •   Contribui para termorregulação do animal, mediada pela pelagem, aporte sanguíneo cutâneo e pelas glândulas sudoríparas.
  •   Permite a percepção sensorial do tato, pressão, dor, temperatura, e prurido; 
  •   Secreção glandular sudorípara e sebácea.
  •  Formação de estruturas anexas tais como o pelo e unhas.
  •  Armazenamento de água, vitaminas, lipídios, hidrato de carbono, proteínas e outros materiais.
  •  Ação antimicrobiana e antimicótica.
  • Formação de melanina, vascularização e queratinização.
  • Síntese de vitamina D.
  • Funciona como parte integrante do sistema imunitário do organismo.
  • Serve como indicadora de alguma patologia interna e/ou estado de saúde do animal.

   ➽ Revisão histológica da pele

   A pele é constituída por três camadas: epidermederme e hipoderme (tecido subcutâneo).

➔ Epiderme
  • Origem ectodérmica.
  • Mais extensa e delgada.
  • Constituída por epitélio estratificado.
  • Espessa: no plano nasal e almofadas plantares.
  • Sua renovação é contínua.
  • Não possui vasos sanguíneos nem linfáticos.
  • Sua nutrição é realizada pela vasculatura da derme.

   Existem quatro tipos de células diferentes dentro da epiderme:
  • Queratinócitos 85%
  • Melanócitos 5%
  • Células de Langerhans de 3 a 8%
  • Células de MerKel 2%

  A epiderme é dividida em: estrato basalestrato espinhosoestrato granulosoestrato lúcido e estrato córneo.


  • Estrato Basal: é o estrato mais profundo da epiderme com elevada capacidade mitótica, o que lhe proporciona grande capacidade de regeneração; encontra-se unido intimamente com à derme e é constituído por uma única camada de células cuboides perpendiculares à membrana basal. 
  • Estrato espinhoso: composto pelas células filhas do estrato basal; tem de 1 a 2 células na pele com pelo, sendo que nos coxins plantares e no nariz podem chegar até 19 células de espessura; forma das células: cuboide a aplanada.
  • Estrato Granuloso: composto por queratinócitos nucleados aplanados com grânulos de querato-hialina fortemente basófilos no citoplasma; quantidades de células: 1 a 2 células de espessura na pele coberta por pelo, 2 a 4 nos folículos pilosos, 8 nos coxins plantares.

  • Estrato Lúcido: encontrados somente em zonas sem pelos (nariz e coxins plantares); suas células são planas sem núcleo, formando uma camada fina e compacta totalmente queratinizada, em que os grânulos de querato-hialina são substituídos por eleidina.
  • Estrato Córneo: constituídos por várias camadas de queratinócitos sem núcleos (corneócitos); responsável pela barreira que controla a passagem e eliminação de substâncias da superfície cutâneas; dá uma base estrutural a célula e resistência a invasão de microrganismos; estrato de constante descamação.


Os melanócitos são responsáveis pela pigmentação na epiderme.

Células de Langerhans: apresentação de antígenos.

   Células de Merkel: mecanorreceptores de pressão.

   - A epiderme está separada da derme por uma membrana basal.


➔Membrana Basal

 Constitui a união demoepidérmica; sofrem remodelação constante; mantém epiderme funcional e proliferativa; mantém arquitetura; participa da cicatrização de feridas; funciona como barreira e regula o transporte de nutrientes.


➔ Derme
  • Origem mesodérmica
  • Estrutura mais importante da pele.
  • Composta por uma rede densa de fibras, células, moléculas matriciais, vasos sanguíneos e linfáticos, nervos e músculos, folículo piloso e glândulas.
  • Produz colágeno a partir dos fibroblastos: modulação na cicatrização de feridas.
  
 A derme é composta pela camada papilar  ou derme superficial, camada reticular ou derme profunda.


➔ Hipoderme ou tecido subcutâneo
  • Serve de suporte aos estratos superiores.
  • Entre a derme e o músculo/tecido ósseo subjacente.
  • Forma o panículo adiposo.

   ➽ Folículos Pilosos

 São invaginações epidérmicas na derme; produzem e sustentam a porção intra-dérmica no folículo piloso; divididos em três zonas: infundíbuloistmo e bulbo.


   Nos carnívoros cada pelo tem seu próprio bulbo e istmo, mas compartilham do mesmo infundíbulo (12 a 15 pelos em cada infundíbulo).

   Nos folículos pilosos há um pelo primário largo, rodeado de quatro pelos intermédios e uns 15 a 20 pelos secundários.

  • Infundíbulo: da superfície da epiderme até o ponto onde desembocam as glândulas sebáceas.
  • Istmo: das glândulas sebáceas até a inserção do músculo eretor do pelo até a papila dérmica.
  • Bulbo: da inserção do músculo eretor do pelo até à papila dérmica.

Pelos Primários: maior diâmetro, rígidos e cobrem toda superfície cutânea e definem a cor da pelagem; folículos pilosos mais largos, acalçam a derme profunda, tem glândulas sebáceas, apócrinas e músculo eretor do pelo.

Pelos intermédios: direção contraria; isolamento térmico; protuberância subapical na ponta do pelo; não observado em Yorkshire terrier.

Pelos secundários: formam o manto macio; menor diâmetro, ocasionalmente podem ter glândulas sebáceas simples, mas não tem glândulas sudoríparas apócrinas e músculo piloeretores; talo piloso: coluna retas de células cornificadas, aderentes, impermeáveis e estratificadas, em cutícula externa, córtex e medula na zona média. 


   ➽ Ciclo do folículo piloso

    O crescimento do folículo piloso passa por diferentes fases:

➔Fase Anágena

  •  Fase de crescimento; células da matriz se multiplicam ativamente; papila dérmica evidente; melanócitos ativos proporcionam melanossomas as células da raiz que aparecem pigmentadas.

➔ Fase telógena
  • Fase de descanso; reabsorção de quantidades de bainha epidérmicas externas; folículos mais curtos e os pelos podem cair facilmente, recomeçando novamente o ciclo.


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